O Sétimo Selo – Ingmar Bergman (Suécia, 1957) 9.0/10

Ao chegar à praia, na costa de seu país, Antonius Block percebe que não conseguiu fugir da morte (nem mesmo sendo o mais inteligente estrategista, ela sempre acha uma forma de lhe enganar), o seu destino é o mesmo daqueles que morreram por um golpe de espada na guerra. Bergman podia ter construído O sétimo selo somente com a premissa “a única certeza que temos na vida é a morte”, mas num contraste entre a realidade amarga e a fantasia bruta, ele faz uma análise que vence até mesmo o vilão do seu longa.

Ainda que as visões de Jof ajudem a intensificar um filme que produz imagens naturalmente fortes, é impressionante como ele é mais poderoso nas imagens sóbrias – quando o personagem se deixando admitir demônios não foge do fato de que sempre estará só (a cena da bruxa é portanto, para mim, o clímax). O desespero, no entanto, se encontra antes do fim óbvio: o que fazer quando a própria morte não tem certeza de absolutamente nada?