(Shi, 2010) | Lee Chang-Dong | B

O que Poesia poderia ter de melhor acaba se diluíndo na necessidade vil que Chang-dong tem de tentar sensibilizar ao extremo cada ação de um velhinha (vivida com muito resplendor por uma baita atriz) que – antes de mais nada – é o excesso de pureza. No entanto, enquanto é quase impossível acreditar nas ações messiânicas que a senhora realiza, não é muito difícil acreditar nos dramas da sua vida, que provavelmente estão acima de qualquer poema que ela pudesse escrever. Mas tá aí, um filme tão efêmero poderia se utilizar bem de uma fórmula hipnótica à Apichatpong para transformar as lindas imagens em delírios e não em dilemas. No entanto, é difícil escapar: é mesmo um belo filme.