Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011) de George Nolfi.

Agentes do Destino, antes de qualquer coisa, cumpre o papel de ser um thriller ao menos competente. O painel duro montado pelo diretor George Nolfi, no entanto, só convence nos momentos em que o roteiro parece contribuir com alguma rachadura: a sequência final, a conversa com um dos agentes no teatro, o limite apropriado que Nolfi cria entre o ridículo e o óbvio. Mas é quase tudo injustificável num longa tão massiço, polido e tímido.

Na onda das maquetes defeituosas de Christopher Nolan, Nolfi se obriga a explicar o esquema montando por Philip K. Dick didaticamente. O livro, sem dúvida, deve fazer mais sentido, pois aqui só encontro um romance, um filme de ação e uma ironia sem sal. Ai é importante ressaltar toda aquela discussão feita sobre A origem. Porque é necessário complicar o simples? O esquema apresentado pelo filme busca organizar uma estrutura confusa para uma história bem simples, evitando explorar as pontas mais interessantes que a idéia central permite. Uma pobreza.