“It’s very strange how electronic music firmatted itself and forgot that its roots are about the  surprise, freedom, and the acceptance of every race, gender, and style of music into this big party.”

O que explica porque eu sempre os vi como uma banda de bandeiras e não de temas. E a frase não deixa de ser uma patada numa parte da eletrônica que parece isolar os sons ditos puros e complexos. Não há preciosismo que se sustente numa canção do Daft Punk. Para eles a emoção é suficiente. Daí porque daquele monólogo do Giovanni Giorgio no começo do disco novo parecer tão poderoso. “Tudo o que eu queria fazer é música” ele diz.

Giorgio e o Daft Punk querem nos dizer simplesmente: ouçam nossa música, ela foi feita por quem também é apaixonado por isso.  Sem entrar nos méritos críticos e sem tentar concluir se Randon Access Memories é ou não um grande disco, tudo o que o Daft Punk me passa é sentimento de liberdade que eu sentia quando ouvia One More Time lá em 2001. Celebrar os bons tempos, apenas esta noite.