‘Fucking Money Man’ é uma batalha entre autoimagem e consciência

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No single Fucking Money Man que compreende  as faixas Milionària e Dio$ No$ Libre Del Dinero, Rosalía despacha de vez a sutileza do álbum anterior e mergulha de vez no pop. Mas é uma aventura incomum. Munida de um apego inalienável às referências tradicionais dela, a artista assume uma personalidade dispare, transtornada com os próprios valores.

Com um véu de nostalgia nas mãos, Rosalía estabelece uma espécie de cisão simbólica da autoimagem. Com duas ideias diferentes dentro de uma mesma estrutura temática, ela acaba criando uma figura interessantíssima, uma personagem que sente prazer despretensioso pelo dinheiro e se esconde na escuridão para sofrer religiosamente pelo próprio prazer.

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‘ANIMA’ é a boate dos estranhos

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Gostando ou achando a pior porcaria do universo, ANIMA é um disco bizarro. A começar pelo fato de que o autor tem quase 50 anos e parece estar preso numa rave particular com apenas um convidado.

Mas porque o disco seria assim tão diferente do material anterior? Ou melhor ainda, porque é tão diferente do que o Radiohead vem fazendo desde The King of Limbs (2011)? A resposta está na intenção das faixas.

Explico: você fã de eletrônica pode muito bem chamar uns amigos e botar para tocar várias canções de artistas bem avaliados pela crítica especializada e que não ofenderiam os ouvidos alheios. Isso porque existe uma intenção desses artistas em fazer as músicas soarem como uma festa para todos. Não à toa vimos diversos artistas indies chegarem às grandes paradas e às noites alternativas. Essa é a graça.

ANIMA é uma boate também. Mas a boate dos estranhos. É um disco que quer deflagrar a realidade alternativa em que os boêmios dançam sozinhos em quartos escuros. Thom Yorke mostra aqui sua real participação no som do Radiohead: a celebração da estranheza.